Plágio

Este mês de março completo 10 anos como professor da Universidade Federal do Piauí. Durante este tempo vi muitas coisas feitas pelos alunos, boas e ruim. Dentre as ruins o que corriqueiramente vejo é o famoso Ctrl+C/Crtl+V. Desde códigos de programas que eu peço pros alunos implementarem até textos de relatórios e alguns TCCs. Eles são seduzidos pela facilidade da busca do Google. De lá pode-se obter praticamente tudo. Inclusive trabalhos completos.

O que os alunos não conseguem perceber é que essa prática cobrará seu preço no futuro. Se eles ingressarem no mestrado, verão que perderam um ótima oportunidade de exercitar a escrita e o desenvolvimento do raciocínio, essenciais para o desenvolvimento de um trabalho acadêmico AUTORAL, inédito e com resultados novos. Portanto, o que se acha na internet servirá apenas como referência (se a fonte for confiável). O resultado do trabalho será fruto de muita pesquisa e dedicação.

O próprio mercado de trabalho também cobrará seu preço. Raramente nos depararemos com problemas idênticos aos que encontramos na internet. O máximo que teremos é uma similaridade que irá requerer que a solução ‘encontrada na internet’ seja adaptada. Mais uma vez a capacidade de raciocínio e a criatividade, que poderiam ter sido exercitadas, são exigidas…

Por fim, quem copia-e-cola esquece (ou finge que não sabe) que essa prática é plágio. E é considerada crime. É a velha “Lei de Gérson”. Neste caso, a lei de levar vantagem(?) em cima do esforço alheio. O que prezo nos trabalhos acadêmicos é a consciência de que a cópia é um ato que, acima de tudo, pode prejudicar o aluno. Não só na academia mas como também na sua vida profissional.